Capacitação em Libras: Além da Tradução, um Direito Linguístico e Cultural
Descubra por que a Capacitação em Libras deve ser tratada como um direito linguístico e cultural, e não apenas uma ferramenta. Evite a inclusão superficial e fortaleça o D&I da sua empresa.
BOLETIM ACESSIBILIDADE
2/26/20263 min ler


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Capacitação em Libras: Além da Tradução, um Direito Linguístico e Cultural
No ecossistema corporativo atual, muito se fala sobre Diversidade e Inclusão (D&I). No entanto, quando o assunto é a comunidade surda, ainda tropeçamos em uma visão limitada: a de que a Libras é apenas um "recurso de acessibilidade".
É hora de mudar essa perspectiva. A Língua Brasileira de Sinais não é um acessório; é a língua oficial da comunidade surda no Brasil e um pilar de sua identidade. Investir na Capacitação em Libras dentro das organizações é reconhecer um direito linguístico fundamental.
Libras: Identidade e Oficialidade no Brasil
Muitas organizações cometem o erro de comparar a Libras a um código de gestos (mimicas). Na realidade, ela possui gramática e estrutura próprias. Ao contrário do que o senso comum sugere, ela não é uma tradução literal do português, mas uma língua viva que expressa uma cultura inteira.
Reconhecimento Legal: Desde a Lei 10.436/2002, a Libras é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão.
Mais que Comunicação: Para o colaborador surdo, a Libras é o meio pelo qual ele exerce sua cidadania, criatividade e liderança.
Quando uma empresa ignora a importância da Capacitação em Libras, ela não está apenas falhando na comunicação; ela está negando a identidade de seus talentos.
A Armadilha das Iniciativas Superficiais
O maior inimigo da inclusão real é o "check-list de fachada". Ocorre quando empresas implementam ações isoladas sem profundidade cultural.
Exemplos de iniciativas superficiais:
Disponibilizar apenas um dicionário básico de sinais para a equipe.
Contratar surdos sem garantir intérpretes profissionais em reuniões estratégicas.
Curso de Libras (gravado em plataforma) genérico, sem foco e sem engajamento.
Acreditar que a escrita (português) é suficiente para a plena integração do colaborador surdo.
O desconhecimento ou a subvalorização dessa língua leva a um ambiente onde o colaborador surdo está presente fisicamente, mas isolado intelectual e socialmente. A verdadeira Capacitação em Libras rompe esse isolamento.
Transformando D&I: Do Assistencialismo à Equidade Linguística
Para que a Libras tenha o mesmo peso que outros idiomas no ambiente organizacional (como o inglês nas multinacionais), as políticas de D&I precisam evoluir. A inclusão não deve ser vista como "ajuda", mas como estratégia de equidade.
Tratamento de Idioma: Se a sua empresa investe em cursos de idiomas para executivos, por que não investir em proficiência e Capacitação em Libras para as lideranças?
Acessibilidade em 360°: Desde o onboarding até o treinamento de compliance, a Libras deve ser a língua de instrução para o colaborador surdo.
Cultura de Respeito: Valorizar o direito linguístico significa entender que o tempo de processamento e a dinâmica de uma conversa bilíngue exigem respeito e adaptação mútua.
O Papel da Libras Corp na Evolução da sua Empresa
Promover uma cultura bilíngue não acontece da noite para o dia, mas o custo de não fazer nada é o desperdício de grandes talentos. A Capacitação em Libras como um direito cultural é o que separa as empresas que "parecem inclusivas" das que realmente são.
Na Libras Corp, ajudamos sua organização a atravessar essa ponte, transformando políticas superficiais em estruturas sólidas de pertencimento e comunicação efetiva. Com metodologia aplicada a sua realidade, capacitando sua equipe e promovendo a verdadeira inclusão!
Sua empresa está pronta para levar a Capacitação em Libras a sério? Ficou interessado em entender como aplicar isso na prática? Gostaria que eu criasse um cronograma sugestivo de treinamentos para diferentes níveis hierárquicos?
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